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Quem é responsável pelo employer branding da minha empresa?

Por Patrícia Martins

A chegada da geração Millennials, também conhecida como geração Y, trouxe novas demandas nas áreas de recursos humanos e gestão de pessoas das organizações. Pesquisas revelam que essa geração está disposta a trabalhar mais do que as gerações anteriores, desde que enxerguem um propósito naquilo que estiverem fazendo. Esse é um dos fortes motivos para que as empresas busquem novas maneiras para motivar os colaboradores e evitar a rotatividade.

Uma pesquisa realizada pelo LinkedIn mostra que, 75% das pessoas que estão em busca de um novo emprego pesquisam sobre a empresa antes de realizar a inscrição para concorrer a vaga. A mesma pesquisa ainda mostra que a rotatividade de profissionais em empresas com percepção de boas empregadoras é 28% menor.

É por isso que as empresas estão investindo, cada vez mais, na prática de employer branding – assunto deste artigo. 

O que é employer branding?

Employer branding é a marca do empregador. De forma simplificada, é adequado considerar o employer branding como uma estratégia que visa à construção e a manutenção da imagem positiva da empresa. A diferença é que o alvo não são os clientes finais, e sim os colaboradores.

Essa prática envolve um conjunto de valores que a empresa oferece aos seus colaboradores. Esse conjunto de valores atrai, não só a atenção de profissionais, mas também o seu desejo de fazer parte da empresa.

Oferecer bons benefícios é importante. Ele faz parte do conjunto de valores que ajuda a empresa a atrair bons profissionais. No entanto, a employer branding vai muito além disso. Envolve qualidade do ambiente de trabalho, plano de carreira e oportunidade de adquirir novos conhecimentos.

Implantar o employer branding envolve um conjunto de ações que só terão resultados a longo prazo. Afinal, essa prática demanda o desenvolvimento de princípios e valores e o desenvolvimento de uma cultura que permeia todas as áreas da empresa. 

Responsáveis pela marca empregadora

Uma coisa é certa: employer branding não é responsabilidade apenas do RH. Setores como o marketing e comunicação corporativa também são responsáveis. E mais do que isso, employer branding também é responsabilidade da equipe executiva. 

Em um artigo da Harvard Business Review, os autores Ken Banta e Michael Watras recomendam três etapas, lideradas pelo CEO e pela equipe executiva, que são fundamentais para iniciar a jornada de employer branding:

1- Crie uma estrutura de talentos que estabeleça as principais qualidades, comportamentos e motivações que a empresa busca em sua força de trabalho. 

2- Busque descobrir como os colaboradores percebem as necessidades e como o trabalho é realizado. Inclua perguntas do tipo: “Como você acha que as contratações em potencial irão reagir?” e “Nossos valores se deparam claramente?” Peça aos funcionários um feedback sincero sobre o que precisa mudar na organização.

3- Incentive os comportamentos corretos para que qualidades potencialmente abstratas, como “trabalho em equipe”, sejam avaliadas e recompensadas.

Vantagens do employer branding

  • Retenção de talentos: uma empresa com uma boa marca empreendedora consegue atrair os melhores profissionais do mercado. 
  • Satisfação da equipe: profissionais valorizados e satisfeitos são mais produtivos, empenhados e criativos. 
  • Baixa rotatividade: quando o profissional se identifica com os valores da empresa e se sente valorizado, raramente ele deseja sair da corporação.
  • Valorização da marca: o colaborador sente orgulho de fazer parte da empresa e naturalmente, divulga e promove o nome da empresa.

Tecnologia e retenção de talentos

Qual será o futuro das profissões? Essa é uma pergunta que escutamos frequentemente. Muitos profissionais temem o avanço da tecnologia. Mas é importante lembrar que o sucesso do negócio depende de colaboradores inteligentes e estratégicos. A tecnologia chega para auxiliar os profissionais em trabalhos braçais.

Por isso é tão importante que as empresas invistam em employer branding. Assim, será possível atrair e reter o maior número talentos, ou seja, profissionais com capacidade de criação, inovação, planejamento e tomada de decisões que lidam com a tecnologia de forma complementar.

É importante ter sempre em mente que employer branding não é uma imagem de fachada, ela não é construída com publicidade, propagandas e ações de marketing. Para ser verdadeiro o employer branding precisa ser vivido e sentido. Portanto, o que verdadeiramente importa é o que a empresa executa dentro da própria organização, junto aos seus colaboradores.


No episódio #3 do ÁbarisPod esse é o nosso tema. Para falar sobre esse assunto convidamos Heloísa Junqueira, assessora em Gestão de Pessoas e Gabriel Costa, gerente do setor de Gente e Cultura na Stoque.

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